Jundiaí, 12 de maio de 2026 – O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio), Edison Maltoni , participou nesta terça-feira (12), em Brasília, de uma intensa agenda institucional voltada às discussões sobre a PEC 221/19, que trata da redução da jornada de trabalho no Brasil. Representando o comércio varejista paulista, Maltoni acompanhou reuniões com parlamentares, lideranças empresariais e integrantes da Comissão Especial da PEC 6×1 na Câmara dos Deputados, além de encontros realizados no Senado Federal.
Além de presidir o Sincomercio Jundiaí e Região, Edison Maltoni também participou das discussões como vice-presidente do Conselho do Comércio Varejista (CCV) da FecomercioSP e coordenador da Câmara Varejista Sudeste do Estado de São Paulo.
A agenda foi organizada pela FecomercioSP, em conjunto com sindicatos empresariais, e teve como objetivo apresentar propostas e alertas sobre os impactos econômicos, sociais e trabalhistas relacionados ao possível fim da escala 6×1. Durante os encontros, Maltoni acompanhou a apresentação de estudos e propostas voltadas à:
– preservação dos empregos formais;
– fortalecimento da negociação coletiva;
– proteção das micro e pequenas empresas;
– segurança jurídica;
– competitividade econômica e sustentabilidade das atividades produtivas.
Entre os pontos debatidos estiveram os possíveis impactos da proposta sobre:
– geração de empregos;
– aumento da informalidade;
– elevação de custos operacionais;
– produtividade;
– arrecadação pública
– equilíbrio financeiro dos municípios.
A comitiva também elencou os 10 principais alertas durante o debate em Brasília:
1. Impactos sobre custos das empresas e organização das cadeias produtivas;
2. Aumento expressivo do custo da hora trabalhada;
3. Possível redução de empregos formais;
4. Maior dificuldade para micro e pequenas empresas;
5. Efeitos severos em setores como varejo, agropecuária e construção civil;
6. Necessidade de ganhos de produtividade antes da redução da jornada;
7. Valorização da negociação coletiva como instrumento mais eficiente;
8. Flexibilidade para adaptação setorial e regional;
9. Possível aumento de preços ao consumidor;
10. Risco de crescimento da informalidade e insegurança jurídica.
Para Edison Maltoni, o debate exige responsabilidade, diálogo e respeito à realidade econômica brasileira. “Precisamos construir soluções equilibradas, que garantam qualidade no emprego sem comprometer a sustentabilidade das empresas, especialmente das micro e pequenas, que são as maiores geradoras de emprego no país.”
Maltoni também destacou que experiências internacionais demonstram que mudanças estruturais precisam ocorrer de forma gradual e alinhadas à produtividade e à realidade de cada setor econômico. “As discussões nacionais relacionadas ao futuro das relações de trabalho e ao desenvolvimento econômico do país estão entre as missões das entidades representativas do comércio. Esse é o nosso compromisso”, pontua Maltoni.






